27/08/2015

O amigo besourinho













Na folhinha da tritônia,
lá vai ele escalar.
Sobe lentamente,
e depois desce vagarosamente.

Será que o amigo besourinho,
está faminto?
Ou apenas tentando,
da chuva se proteger?

Um simpático menininho,
que no vasinho veio aparecer.

De vez em quando ele  some,
e depois volta,
com sua singela visita,
deixa sua passagem registrada,
sabe se quando retornará novamente,
para deixar a menina encantada.


Elza Ghetti Zerbatto

Texto publicado em 10/11/2014 no Recanto das Letras


Imagem: www.baixaki.com.br

21/08/2015

E a molecada cresceu...




Bom dia amigos!
Compartilhando com vocês a alegria de ter meus 8 netinhos agora um pouco mais velhinhos.
Todos os meus cães e o único gato são adotados, ou será que fui eu a adotada?
Minha molecada completa no dia 23 deste mês três anos de pura peraltice, barulho, alegria, e muitas risadas.
Também alguns momentos mais tristes, porém que depois se transformaram em vitórias.
E é claro para comemorar uma brincadeira que fiz com eles, no mês de maio deste ano, vestindo cachecóis, gorros e lenços para espantar o frio do inverno, e desfilarem na passarela da alegria.
Parabéns molecada!
Sou a vovó babona, que não resiste á meiguice e doçura de suas lambidas, patinhas dadas e caretas engraçadas.
Obrigado por me ensinarem o valor da real amizade, gratidão e alegria de viver sem frescuras.
Amo vocês!

Elza Ghetti Zerbatto


As fotos são de minha única e exclusiva autoria e pertencentes a este blog.

 Afrodite de cachecol e Helio



Atena á la Marley


Luna





  1. Selene




 Posseidon




Odin




Thor



Helio


12/08/2015

O amor em flor














O amor em flor


Uma pequena planta crescendo,
de repente floresce,
é o amor em flor,
como forma de gratidão,
trazendo beleza e harmonia,
para quem sabe apreciar,
com o olhar do coração.


Elza Ghetti Zerbatto


Texto publicado em 06/12/2014 no Recanto das Letras

Imagem: www.baixaki.com.br

05/08/2015

A discussão no faqueiro








No faqueiro da cozinha haviam talheres de prata, inox e também os de cabo plástico.
Os garfos de prata se achavam muito importantes, afinal eram a prata da casa e usados somente em ocasiões especiais.
Um certo dia, a cozinheira estava preparando os alimentos e ouviu um zum-zum-zum vindo do armário.
- Meu Deus que barulhão é esse? - indaga assustada.
E o que antes era um burburinho virou um falatório geral.
- Saiam daqui seus talheres inúteis. - disse o arrogante garfo de prata.
- Vocês não vêem que sem vocês o faqueiro é mais belo? - continuou  esnobando.
A cozinheira pensou que estivesse ficando doida pois desde quando talheres falam?
Ao fundo ouvia-se o choro que vinha das colheres, facas e garfos de inox e  cabo plástico.
A cozinheira olhou e não acreditou no que presenciava.
- Vocês estão brigando por quê? - indaga indignada.
O antipático garfo de prata disse:
- Quem é você para interferir na nossa conversa?
A cozinheira pôs as mãos na cintura e disse:
- Você é só um garfo como todos os outros, e só porque é de prata pensa que é o tal.
- Mas eu sou o tal! - disse rindo o garfo de prata.
- Coloque-se no seu lugar garfo metido.Todos os talheres são importantes no faqueiro independente do material que sejam feitos.
Ao fundo ouviam-se os talheres de inox e cabo plástico, batendo palmas e rindo muito da bronca que o garfo de prata tinha levado.
- O que realmente interessa é  sim a sua utilidade no dia-a-dia.
- Não adianta ser de prata e nunca ser usado, pois você será apenas um enfeite.
A turminha do inox e cabo plástico estava vibrando de alegria e assobiando muito, pois não imaginavam que iriam encontrar uma defensora humana.
 - Ha,ha, ha, viu só rapaz de prata? - disse uma colher de cabo plástico.
- Mereceu! - disse um os garfos de inox.
- A partir de hoje você garfo antissocial e sua turma ficarão isolados na outra gaveta para aprenderem a respeitar os outros talheres. - disse brava a cozinheira.
- E ai de vocês se eu pegar esse papinho bobo de novo!
 - kkkkkkk, viu só bonitão, levou! - disse uma das facas de cabo plástico.
- Agora chega galera! - disse a cozinheira.
- Cada um no seu lugar e paz e harmonia para todos!
- É isso aí! - gritou um dos garfos de cabo plástico.
E a cozinheira voltou para seu trabalho mais feliz por ter resolvido um pequeno conflito doméstico.

Elza Ghetti Zerbatto

Texto publicado no Recanto das Letras em 17/05/2013

Imagem: www.flickr.com

O bailado da pequena borboleta

Uma pequena borboleta, vermelha, laranja e preta, alegremente a voar,  ao redor da pitangueira, em ritmados movimentos, a...